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Sabem o grande barato de fotografar um casamento? É reviver todas as emoções, inseguranças e ansiedades que fizeram parte de meu próprio casamento. Organizar uma festa de casamento não é coisa fácil. Envolve muita dedicação, muito empenho, muita perseverança e também um investimento financeiro razoável. Quem disser para você que é fácil está mentindo. Não é, mas o resultado é reconfortante.

A Narah e o Rafael nos procuraram um pouco mais de  1 ano antes da data de seu casamento. Fizemos uma primeira reunião de orçamento onde passamos nossos pacotes e valores para a fotografia da cerimonia e da recepção. Logo depois tivemos uma segunda reunião onde tudo ficou acertado. Mas, nem tudo é maravilhas no caminho de um casal. Datas mudaram, locais foram reajustados e no fundo bate a angustia de ver o casal sem pre se adaptando às novas realidades da vida. No final, tudo foi confirmado e ajustado.

O ensaio de pré-casamento aconteceu em Presidente Epitácio no pesqueiro Peixe e Companhia. No dia do casamento a maquiagem e cabelo da noiva foram feitos no salão da Ingrid Reis. Um local pequeno, mas muito bacana. Tanto a cerimonia quanto a recepção foram realizadas no salão do Vencesville na cidade de Presidente Venceslau. Decoração e buffet da Chris e Del Buffet e Decorações. Música e luzes do DJ Sadao. Junto com a nossa equipe de fotografia, também tivemos a filmagem do competente Willian Vinícius.

Depois de tantas idas e vindas ver tudo realizado e sendo um sucesso, e nós também nos sentimos vencedores e felizes com o resultado. No fundo, um casamento é um trabalho em conjunto de vários fornecedores e quando todos realizam sua parte de forma perfeita o evento é memorável e a diversão é garantida.

Mais um evento em que nos sentimos honrados e participar e ter o privilégio de registrar mais esse evento único. Emoções que vão ficar marcadas para sempre nas memórias e nas imagens.

Finalmente aconteceu. Depois de anos dominando a preferência das pessoas, o Facebook é praticamente a internet. Tudo bem, não é, mas a quantidade de pessoas que interage online apenas pela rede social é impressionante. Essa dominação foi acontecendo com implementações interessantes e a compra de empresas que pudessem agregar mais seguidores ao império (como o Instagram). Com esse grande fluxo de pessoas participando, os empresários logo perceberam que seria interessante, e obrigatório, que suas empresas possuíssem um perfil na rede social.

Com o tempo, o Facebook obrigou às empresas a transformarem o perfil em página e com isso começou o nosso calvário. Percebemos que as nossas publicações não eram vistas por todos nossos seguidores. Apenas uma parcela das pessoas recebiam as postagens. E com o passar dos anos a proporção de pessoas que viam essas publicações foi diminuindo. Hoje, se você quiser que sua empresa tenha uma visibilidade dentro da rede social, é necessário pagar por isso. Com pequenos pagamentos por posts o Facebook garante que sua publicação irá ser vista por uma quantidade determinada de pessoas.

Eu não vejo problema nisso. O Facebook é uma empresa que precisa ganhar dinheiro para se manter. Se você quer utilizar a plataforma para ganhar dinheiro, nada mais justo que você pague por essa propaganda. Mas, agora parece que a coisa vai atingir outro patamar. O Facebook está testando em alguns países uma nova forma de organizar o feed de notícias dos usuários. Essa nova forma privilegia a publicação de parentes e amigos e retira totalmente da timeline dos usuários publicações de páginas. Ou seja, a única maneira de ser visto é pagando para o Facebook compartilhar suas postagens e promoções. Nos locais onde a nova funcionalidade está sendo testada, um novo ícone apareceu na barra de ferramentas (esquerda da página) chamada Explores Feed onde você pode acessar a visualização das páginas, mas acredito que pouca gente vai perceber ou habilitar essa função.

E o que resta? Produtores de conteúdo nos locais onde essa nova forma de apresentação está sendo testada já relataram queda de visualização da ordem de 75% nas páginas. Bom para o Facebook que vai ter mais pessoas pagando pelas propagandas.

Mas, aqui fica a dúvida. O Facebook é realmente o melhor lugar para divulgar o seu negócio. Por conta da quantidade de pessoas dentro do serviço eu diria que sim, mas será esse o seu público? No marketing digital colocar todos os ovos no mesmo cesto é uma loucura. Você deve estar presente em várias redes, mas não deve esquecer que o mais seguro e garantido local de publicidade é o seu próprio site/blog. Você é o dono e pode fazer qualquer coisa. Com uma politica constante de atualizações ele fica bem classificado no Google e você pode gastar uma grana com o adwords para garantir uma visitação.

Melhor depender apenas de você e não ficar refém de regras de serviços particulares.

Nos últimos tempos o Brasil foi inundado por polêmicas envolvendo arte, artistas, apresentações e exposições. A coisa começou com a exposição Queermuseu no Santander de Porto Alegre. A mostra era composta por obras de vários artistas nacionais e o objetivo era tratar o tema da diversidade. A exposição foi duramente atacada na internet e movimentos como o MBL (Movimento Brasil Livre) fizeram piquetes e causaram constrangimento à artistas, curadores e visitantes da mostra. As acusações eram de que as obras de arte incitavam à pedofilia, zoofilia e blasfêmia. A pressão foi tanta que o Santander resolveu cancelar a exposição.

Em outro momento, uma performance artística no Museu de Arte Moderna de São Paulo foi palco de polêmica. Um artista nu se encontrava no local e as pessoas eram convidadas à interagir com ele. Tudo corria bem até que uma mulher levou sua filha de 4 anos para interagir com o ator. A internet explodiu e todo mundo foi acusado de pedofilia (o que só leva a crer que ninguém no Brasil sabe o que é pedofilia) e até a justiça já foi envolvida no caso.

Algumas coisas podem ser observadas nesses dois casos. A primeira é que agora, nesse momento, o Brasil está lotado de críticos de arte, mesmo que o máximo que eles tenham chegado perto de arte foi a aula de educação artística no ensino fundamental. A maior parte de quem foi contra não frequenta museus, não vai a concertos e não costuma assistir peças de teatro. Então fica complicado determinar o que é e o que não é arte.

Em tempos antigos, peguemos até a Idade Média, arte era sinonimo de habilidade. Você tinha que ter habilidade com as mãos para pintar, esculpir, desenhar. Ou seja, era um ofício como qualquer outro. Você era pago para executar trabalhos para nobreza, o clero ou a realeza. Um bom exemplo são as esculturas do Vaticano ou o teto das igrejas adornados com belas pinturas. O objetivo do artista era, primordialmente, tentar representar o mundo real da maneira mais perfeita possível. Um bom exemplo desse tipo de arte é La Pudicizia Velata (A Modéstia Velada), de Antonio Corradini, de 1751, que está na Cappella Sansevero, em Nápoles. Percebam a habilidade do artista em simular um tecido transparente em uma escultura de mármore.

Hoje o conceito de arte mudou. Um pouco dessa mudança se deve ao surgimento da fotografia também. A imagem fotográfica consegue registrar a realidade com extrema perfeição. Não era mais necessário usar pintura ou desenho para esse registro. Então a arte ficou livre para traçar caminhos que flertavam com o abstrato e o surreal. Então, hoje, a arte está muito mais ligada ao conceito que quer ser demonstrado do que com a obra em si. A obra de arte é apenas um suporte, uma ferramenta para contar uma história ou transmitir uma ideia. E seu valor está muito mais ligado à trajetória do autor e sua reputação do que ao trabalho técnico necessário para executar a obra. Uma pintura de Rembrandt vale muito dinheiro pela reputação do artista, mas essa reputação está ligada à sua extrema habilidade em retratar pessoas e criar um esquema de iluminação genial em seus quadros. Hoje, uma foto de uma batata vale 1 milhão de Euros por conta do nome do autor.

Voltando ao caso do Queermuseu, as obras de arte expostas no local tinham por objetivo discutir um tema que a sociedade não vê com bons olhos e realmente são chocantes. Arte não existe para te deixar feliz, ela existe para criticar a sociedade, levantar assuntos importantes, constranger as pessoas.  A arte contemporânea tem por principal objetivo fazer as pessoas questionarem e pensarem a realidade em que estão inseridas. Nesse ponto de vista, a exposição foi um total sucesso. Porém, tivemos a intromissão de um grupo que se acha no direito de determinar o que as pessoas podem ou não podem ver. O Nazismo e o Fascismo também se colocavam nessa mesma posição em relação a sociedade. Sim, são movimentos de extrema direita iguais aos que presenciamos no começo do século XX. Você pode não concordar com a exposição, você pode achar que é arte ruim (mesmo não entendendo de arte), você pode escrever textão no Facebook, mas impedir que a exposição aconteça é só fascismo de extrema direita. A mais idiota e asquerosa forma de censura.

Da mesma forma, a apresentação do Museu de Arte Moderna de São Paulo era uma intervenção artística genuína. Utilizar nudez para passar uma mensagem é uma constante na arte desde o renascimento. A apresentação estava acontecendo em um local reservado e havia várias indicações que no local estava acontecendo uma intervenção artística com nudez. Podemos afirmar que o erro foi da organização que não percebeu a entrada da criança e também da mãe que a levou em um local onde estava acontecendo a apresentação. Perante o estatuto da criança e do adolescente não existe desculpa para isso. Deve ser investigado e apurado se houve crime previsto no estatuto e os responsáveis punidos.

Mas, as pessoas entraram em polvorosa com acusações de pedofilia. Aliás, as pessoas são totalmente neuróticas com esse termo. Acredito que 99% das pessoas não sabe o que é pedofilia (uma doença reconhecida pela Organização Mundial da Saúde) e que no Brasil não existe crime de pedofilia.O que existe é "crimes sexuais contra vulneráveis", até porque a maior parte de quem comete crimes contra crianças não são pedófilos.  O fato de uma criança ver um adulto nu não é e nunca foi pedofilia. O crime só acontece quando existe erotização. Não é automático. Se fosse não haveria crianças em praias de nudismo.

No caso do Museu de Arte Moderna não houve erotização (o vídeo prova isso), mas temos que pensar se não seria uma atividade que deveria apresentar uma faixa etária. Minha preocupação não é o que a criança acha de um homem nu (teríamos que proibir crianças em praias também, visto o quão minúsculas estão as roupas de banho, e pais e mães deveriam ser proibidos de tomar banho com os filhos), mas se ela tem idade e maturidade cognitiva para compreender o conceito que estava sendo desenvolvido na apresentação.

E o que é arte? Hoje, e sempre, arte é uma forma de comunicação. Uma forma de questionamento de uma situação ou conduta social. Ela existe para nos colocar contra a parede e nos obrigar a encarar aquilo que não gostamos ou não comentamos. Ela existe para tentar mudar aquilo que pode, ou deve, ser mudado. Se a arte te constrangeu, te causou agonia, se ela incitou o ódio, então ela cumpriu a sua função. O que nos cabe em tempos de internet raivosa e do surgimento de especialistas em tudo, é saber que liberdade de expressão e direito de ir e vir não são apenas palavras, são direitos conquistados com muita luta.

Finalizo esse texto citando Pablo Picasso: "A arte nunca é casta, se deveria mantê-la longe de todos os cândidos ignorantes. Nunca se deveria deixar que gente impreparada se lhe aproximasse. Sim, a Arte é perigosa. Se é casta não é Arte".

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Há muito tempo atras, em uma galáxia muito distante... É dessa maneira que começam todos os filmes da saga de ficção científica mais conhecida de todos os tempos. Star Wars teve seu primeiro filme lançado em 1977 e somos apresentados a personagens que povoam a cultura pop até hoje. Luke Skywalker, Han Solo, Princesa Leia, os alívios cômicos de C3PO e R2D2 e, acima de tudo, o vilão mais mother fucker do Universo: Darth Vader.

O filme, que ao contrário do que muitos pensam, não tinha a pretensão de ser uma história longa, acabou gerando mais duas continuações (uma perfeita e outra muito fofinha), mas que independente do nível de qualidade, serviram para sedimentar o universo criado por George Lucas em nossas mentes. O último filme, O Retorno de Jedi, foi lançado em 1983 e, aparentemente, a história estava encerrada. Mas, George Lucas queria mais. Em 1999 chegava aos cinemas a nova trilogia que tinha por objetivo mostrar acontecimentos anteriores aos dos três primeiros filmes. Infelizmente não manteve a mesma qualidade dos filmes anteriores, mas todos foram muito lucrativos.

Tudo estava parado até que a Disney comprou o universo de Star Wars de Lucas. Com a aquisição as engrenagens começaram a rodar novamente e tivemos a notícia da nova trilogia (episódios VII, VIII e IX). Em 2015 chegou aos cinemas Episódio VII - O Despertar da Força e, em 2016, tivemos um filme ambientado no universo Star Wars chamado Rogue One, onde é mostrado toda a operação para roubar os planos da Estrela da Morte (história localizada antes de episódio III). Os dois filmes foram sucessos absolutos e agora, em 15 de dezembro de 2017, chega aos cinemas Episódio VIII - Os Últimos Jedi.

Ontem foi lançado oficialmente o trailer final do filme. Mostra um pouco do que já tínhamos visto nos trailers anteriores e também muitas cenas novas. Se o que o trailer mostra realmente vai se concretizar no filme, então temos a mesma coisa que aconteceu na trilogia clássica onde o filme do meio é mais denso e pesado (sombrio). Eu gostei, mas fica um pouco de apreensão. Sinto que esse longa vai ter um final angustiante e que só saberemos a conclusão em 2019 com a chegada de episódio IX.

A fotografia, acima de tudo, é uma forma de comunicação. A maior parte dos meus alunos nos dias de hoje pensam a fotografia apenas do modo profissional. Querem ter uma forma de ganhar dinheiro, garantir uma renda. Mas, a imagem fotográfica existe para comunicar. Pode ser artística ou meramente informativa. Por isso que gosto de entrar em atividades que tenham o cunho informativo, utilizar a fotografia para ajudar. Por isso que a campanha do Outubro Rosa junto com a Etec Rural de Presidente Prudente é tão bacana para mim.

A ideia começou dois anos atrás. O Outubro Rosa é um mês de conscientização para a prevenção do câncer de mama. O evento já está consolidado no país e diversas empresas e instituições de saúde e ensino possuem uma agenda de palestras e campanhas que visam ensinar as mulheres a importância de uma medicina preventiva e do auto-exame para detecção do problema nos estágios iniciais.

A ETEC Prof. Dr. Antônio Eufrásio de Toledo (Centro Paula Souza) de Presidente Prudente estava planejando sua campanha para esse mês e tivemos a ideia de chamar mulheres conhecidas na cidade para um ensaio fotográfico com a camiseta da campanha. Houve grande divulgação nas redes sociais e em panfletos feitos pela escola. Deu certo, e resolvemos repetir a ideia. porém, com uma pequena diferença. Dessa vez também pensamos em uma campanha conjunta para o Novembro Azul, para conscientização da prevenção do câncer de próstata.

Foi desenvolvido um logotipo que unisse as duas campanhas e marcamos um ensaio fotográfico para o mês de setembro nas dependências da escola. Convidamos para participar da campanha pessoas conhecidas nas redes sociais, pois nosso objetivo é que a campanha seja muito divulgada.

Como sempre foi uma enorme diversão participar desta campanha. Um prazer poder utilizar a fotografia como ferramenta de prevenção para um mal que atinge tantas pessoas. A campanha já está correndo pelas redes sociais. Vejam abaixo como ficaram os folders oficiais.