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E o tema dos direitos autorais continua muito presente dentro da fotografia. Depois de várias confusões, processos e denúncias durante o ano de 2017, e começo de 2018, agora temos uma nova notícia em relação a isso. O Google, o gigante das pesquisas na internet, e o Getty Imagens, um dos maiores bancos de imagens da internet, lançaram uma iniciativa para proteger o direito autoral do fotógrafo na internet. Interessante notar que tudo começou com uma treta legal nos Estados Unidos.

A Getty Images acusou o Google de atitudes anti-competitivas nos Estados Unidos para com a comercialização de fotos de alta resolução. E o que isso quer dizer? Bem, acho que todo mundo aqui conhece o Google Images. Através dessa aba do serviço de pesquisa é possível encontrar as mais diversas imagens, com as mais variadas resoluções, espalhadas pela internet. Com as palavras certas em cada pesquisa é possível encontrar centenas de imagens de propriedade da Getty Images sendo distribuídas gratuitamente na web. Como o negócio da agência é vender imagens de alta resolução, o Google estaria facilitando a distribuição ilegal dessas imagens.

Claro que o intuito do Google não é fazer nada ilegal, mas o ser humano é craque em utilizar a tecnologia para atividades ilícitas. Dessa forma o Google entrou em uma parceria com a Getty Images e se propôs a endurecer as regras para as buscas de imagens. Através dessa atitude o processo judicial foi interrompido e agora as duas empresas são parceiras. E o que vai acontecer de efetivo? Em breve novas políticas de utilização do Google Images estarão entrando em vigor. O botão de Visualizar Imagem não estará mais disponível para fotos em alta resolução e os avisos sobre a possibilidade de existência de direitos autorais nas imagens estará muito mais evidente nas pesquisas.

Fora isso a Getty Images firmou uma parceria que permite ao Google utilizar suas imagens em seus empreendimentos e produtos. O que não ficou claro é o que seria uma imagem em alta resolução para a empresa. Esse limite não foi determinado ainda. O cerco à utilização indevida de imagens está se fechando cada vez mais. Bom para quem vive disso, e não tão bom para quem utiliza essas imagens em pequenos projetos ou blogs pessoais.

Os fotógrafos brasileiros estão finalmente descobrindo que a fotografia pode ser utilizada para defender suas mais variadas causas. Quando você coloca conteúdo em sua imagem ela deixa de ser uma simples foto e passa a ser algo mais. Em alguns casos ela se torna arte, em outros apenas um efetivo e competente meio de comunicação.  Pensar um ensaio fotográfico com conteúdo é o primeiro passo para se livrar das amarras do tecnicismo na fotografia e finalmente se sentir livre. Mas, nem sempre concordamos com a mensagem.

Hoje decidi colocar a mão em um vespeiro. Nos últimos tempos temos visto as mais variadas causas sendo defendidas pelos chamados SJW (Guerreiros da Justiça Social). São pessoas que defendem sua visão de um mundo "mais justo" com unhas e dentes, mesmo que essa visão não seja tão justa assim, Uma das vertentes é a que luta contra a gordofobia. Isso mesmo, contra o preconceito contra pessoas gordas. Esse preconceito existe? Sim, claro, passei por ele a minha vida inteira, mas ele não me impediu de fazer faculdade, estudar fotografia e atingir meus objetivos. Na verdade, a obesidade, e não o preconceito, é que limitam minha vida.

Na semana do Natal, o fotógrafo  Israel Reis publicou em seu instagram um projeto fotográfico que tem por objetivo discutir a miscigenação e a questão da gordofobia. Para isso, realizou um ensaio fotográfico com bailarinas plus size (mulheres brancas e negras) em uma antiga fazenda que foi construída durante o período da escravidão no Brasil. Uma das modelos foi sua própria esposa, que é uma das dançarinas plus size da cantora Anita. O ensaio se chama "Mulheres, miscigenadas, gordas e felizes". Segundo o fotógrafo, o objetivo do ensaio fotográfico era debater o preconceito. Veja abaixo uma das imagens deste ensaio.

Que existe um preconceito contra gordos na sociedade isso é real. O ser humano não gosta muito daquilo que foge da normalidade vigente. Mas, o fato de ter o direito de não ser prejudicado simplesmente por conta de sua forma física não quer dizer que devemos aceitar a obesidade mórbida como sendo normal. Isso é um caso de saúde pública. É ótimo ver todo mundo dizendo que se aceita e se gosta, mas a saúde está sendo prejudicada e esse tipo de campanha ou mensagem pode levar outras pessoas a pensarem que esse estado físico é normal. Não é. Junto com a obesidade temos todos os tipos de problemas como diabetes, hiper tensão, problemas cardíacos e respiratórios, distúrbios do sono, etc. Muitos podem dizer que são gordos e não possuem esses problemas, mas isso é só temporário e enquanto for jovem. Um dia o preço vai ser pago.

Ser obeso não é normal. Procure um endocrinologista e um nutricionista. Comece uma dieta balanceada. Crie uma rotina de exercícios. Perca peso. Não é impossível. Todo mundo é capaz, só é preciso a força de vontade. Sua vida vai mudar, sua disposição vai aumentar e você vai perceber que a vida pode oferecer muito mais do que você têm.

Sim, as polêmicas fazem parte do ser humano e dos nossos tempos do politicamente correto e dos SJW (Social Justice Warriors). Mas, em alguns momentos a polêmica é justa e você fica pensando como as pessoas se metem nessas enrascadas. A coisa aqui chega até o viés do impossível. Como um fotógrafo se coloca nessa situação?

A história é a seguinte. A atriz Lupita Nyong'o, de origem keniana-mexicana, foi convidada a estrelar a capa da revista feminina Grazia em sua versão do Reino Unido. Para quem não conhece, Lupida ganhou o Oscar por sua atuação no filme 12 Anos de Escravidão (filme muito bom, vale a pena dar uma olhada se você gosta de dramas). Até ai tudo bem, pois esse tipo de trabalho faz parte das atividades de uma atriz de fama internacional.

Porém, o caldo entornou quando a revista chegou às bancas. A atriz acusou a publicação de ter editado, modificado e suavizado o seu cabelo para se encaixar em algum padrão de beleza. Comparando as duas fotos percebemos que a modificação foi brutal e muito longe de ter sido um simples erro. Claro que Lupita não gostou e colocou a boca no trombone nas redes sociais (nossa atual arena de gladiadores virtuais).  Vejam abaixo o desabafo da atriz no twitter:

Ela postou a mesma imagem no seu Instagram com um texto muito mais longo dizendo que adora seu cabelo natural e que o usa com orgulho para mostrar para as crianças que elas são lindas do jeito que são. Ela também conta que cresceu pensando que cabelo liso e pele branca eram o padrão de beleza normal. Ou seja, declarações que pegaram muito pesado para com a revista.

A Grazia foi rápida em divulgar um comunicado pedindo desculpas sem nenhuma ressalva ao acontecido e que sempre apoiou a diversidade e todos os atuais discursos das militâncias, mas que também foi uma vítima na situação, pois as imagens foram entregues pelo fotógrafo dessa maneira e que não foi exigido nenhum tipo de edição para com a aparência da atriz.

O fotógrafo An Le também soltou um comunicado dizendo ter refletido sobre o acontecido e que chegou a conclusão que realmente cometeu um erro. Ele pede um monte de desculpas e se diz arrependido, mas em nenhum momento o animalzinho diz o motivo que o levou a fazer tão drástica mudança na imagem.

Pode parecer uma coisa boba, coisa de SJW, coisa de pessoas que estão de mimimi, mas sempre gosto de citar fatos. Modelos negras possuem uma participação muito pequena em capas de revista. Semana passada vi um levantamento apontando que, em 40 anos de revista Playboy no Brasil, apenas 9 capas foram para mulheres negras. Isso em um país onde a porcentagem de mulheres negras é muito grande. Em um momento que as atrizes negras estão assumindo a luta pela sua identidade, sofrer uma "agressão" como essa é imperdoável. Um total desserviço.

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Você, jovem Padawan, pode não saber, mas a fotografia digital foi inventada, primeiramente, em 1975. Sim, a tecnologia que domina o mundo de produção de imagem atualmente foi desenvolvida nos porões dos laboratórios da Eastman Kodak no ano de 1975. O responsável por tudo isso foi um engenheiro de 24 anos chamado  Steven Sasson. Mas, no início, o que ele conseguiu desenvolver não é nada familiar com o que temos atualmente na fotografia digital.

O equipamento montado por ele pesava nada menos do que 8Kg. Ou seja, um verdadeiro monstro. Ele capturava apenas fotos em preto e branco com a minúscula resolução de 0,01 megapixels. Como não existia uma mídia de armazenamento menor, Steven utilizou-se de uma fita K7 normal para salvar as imagens (quem é jovem não vai saber o que é isso também) e cada foto demorava 23 segundos para ser capturada. A única forma de ver as imagens era conectando o equipamento em uma TV normal para exibição no tubo. Pode parecer tudo muito primitivo. Mas, lembre-se, era 1975 e nada disso existia.

Steven mostrou a sua invenção para diversos executivos da Kodak, mas não conseguiu impressionar ninguém. Eles não acreditaram na possibilidade de a tecnologia cair no gosto das pessoas. Ele deu uma entrevista para o New York Times onde afirmou:

"Eles estavam convencidos de que ninguém jamais gostaria de ver suas fotos em um aparelho de televisão. As impressões estavam conosco há mais de 100 anos, ninguém se queixava de impressões, eles eram muito baratos."

A Kodak, que foi uma das empresas a apostar nas inovações da fotografia e inventar o filme de rolo, dando a oportunidade para qualquer pessoa (fora dos fotógrafos profissionais) poderem fazer suas próprias fotos, era o líder do mercado americano de fotografia e cinema na década de 70. Naquele momentos eles acreditavam que investir em uma nova tecnologia poderia canibalizar seu negócio principal. Infelizmente eles perderam o bonde da história. Empresas de eletrônicos como Sony e Panasonic investiram pesado no digital alguns anos depois e simplesmente dominaram o mercado.

A Kodak só abraçou o digital muito tarde, quando percebeu que o negócio tradicional da empresa iria ser destruído. Infelizmente a decisão foi tomada muito tarde. A Eastman Kodak entrou em bancarrota em 2012, desmembrou e vendeu vários de seus negócios e atualmente tenta sobreviver batendo no saudosismo das pessoas com películas para cinema e filmes fotográficos clássicos. Muito triste para uma empresa que já foi sinônimo de inovação dentro da fotografia.

Fotografia é, basicamente, luz. Entender os conceitos de intensidade e qualidade de luz é o único caminho para você se tornar um profissional de alta qualidade. O flash é um dos aparelhos essenciais na vida de qualquer fotógrafo. Eu vejo muita gente falando por ai que odeia a luz do flash, que ela não é natural, que o efeito é muito artificial.  Isso é normal em pessoas que não sabem como utilizar a luz do flash para melhorar o seu trabalho. Eu utilizo flash para praticamente tudo, inclusive sessões de retrato externo. Um dos grandes problemas que encontramos na fotografia profissional é basicamente a usabilidade das unidades de flash.

Conheço muita gente que está trocando os grandes flashes de estúdio por unidades de flash dedicado. Eles são pequenos, podemos levar para qualquer lugar em uma bolsa, e você elimina completamente aquele monte de fios e necessidades de várias tomadas no estúdio. O problema é que uma unidade de flash dedicado (seja Canon ou Nikon) é muito mais cara do que a maioria dos flashes atuais de estúdio (desde as unidades chinesas até as marcas mais conhecidas). Mas, levando em conta minha experiência, é uma transição muito bacana de ser feita desde que você tenha dinheiro para investir.

Pensando nessa dicotomia entre flash de estúdio e flash dedicado, a Profoto está lançando o primeiro modelo do que ela chama de menor flash de estúdio do mundo. Ele é um flash compacto, com disparo em TTL (Canon e Nikon) e manual. O Profoto A1 possuí uma cabeça redonda com encaixes magnéticos para os mais diferentes tipos de acessório. Pode ser disparado tanto na sapata da câmera quanto fora. Ele é alimentado por uma bateria de Li-ion com capacidade para 350 disparos em carga máxima e um tempo de reciclagem de 1,2 segundos. A bateria é recarregável e leva cerca de 80 minutos para carregar uma carga completa. A empresa garante que essas características fazem do A1 um flash mais rápido do que qualquer outro. Além de todas essas características, o A1 ainda possuí uma luz de modelagem, trazendo para os flashes compactos uma das grandes vantagens dos equipamentos de estúdio.

O pessoal do Petapixel já teve a oportunidade de testar um dos equipamentos e as conclusões foram extremamente positivas. O flash tem potência elevada de iluminação, bateria com longa durabilidade, menu amigável e fácil de ser utilizado e tempo de reciclagem aceitável para as mais variadas produções fotográficas. Infelizmente, toda essa tecnologia possui um preço elevado. Cada unidade do Profoto A1 vai chegar ao mercado custando US$ 995,00. Uma bela facada para quem está com o caixa baixo, mas um investimento cujo retorno é garantido.