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Mudanças no Flickr e o Creative Commons

Talvez o leitor mais novo não conheça o Flickr, mas a rede social exclusivamente de fotos foi muito famosa no começo da fotografia digital. A ideia era muito simples. Postagens de fotos em uma interface clean, possibilidade de seguir pessoas, comentar nas fotos e curtir as imagens que mais gostar e participar de comunidades específicas sobre temas fotográficos. Eu quase descrevi o Instagram para vocês, mas o flickr teve essa ideia muito tempo atrás. Minha conta do flickr está ativa desde 2005 e tenho que admitir que, fora meu site, é a única galeria on-line que tenho paciência de atualizar.

Mas, a história do flickr não é só felicidade. Quando era uma empresa independente ele funcionava com contas gratuitas e contas PRO. Quem era PRO poderia postar imagens ilimitadas e tinha um monte de mimos, o que fazia valer a pena investir R$ 45,00 (na época não era barato) por ano para ter acesso. E quem pagava se sentia especial, um usuário com regalias. Depois de um tempo o flickr foi adquirido pelo Yahoo e o serviço parou no tempo. Ficou muito tempo sem investimento e outros serviços tornaram-se mais famosos e causaram uma debandada. No final, o Yahoo fez uma mudança radical no flickr, mudou a interface, deixou tudo mais bonito, rápido e moderno e, incrivelmente, liberou tantas comodidades para a conta gratuita (como a disponibilidade de 1TB de espaço em disco sem limites de uploads diários) que nem valia a pena investir em uma conta PRO.

Por fim, a história caminhou para a venda do flickr para o Smugmug, que manteve tudo como estava por alguns meses, mas agora decidiram mudar tudo e transformar a plataforma novamente em um serviço rentável. A primeira mudança é que agora os usuários free podem ter apenas 1000 fotos visualizadas na página. Uma limitação chata em tempos de fotografia digital. Se bem que em 13 anos eu subi apenas 1033 fotos para o flickr.  O dia 8 de janeiro é o limite para você salvar as suas fotos, pois seguindo a ordem da mais antiga para as mais novas, suas fotos serão deletadas até sobrarem apenas o número disponível para a conta gratuita. Antes da venda do flickr para o Yahoo o limite de fotos disponíveis para as contas free era de 200 imagens. Quando você atingia esse limite e postava uma nova foto a mais antiga desaparecia. Mas, não eram deletadas. Se você pagasse a conta PRO todas as fotos voltavam a aparecer.

Uma preocupação que apareceu depois do anúncio das mudanças era a do destino das fotos marcadas com Creative Commons. O Creative Commons é uma organização sem fins lucrativos que permite o compartilhamento e uso da criatividade e do conhecimento através de instrumentos jurídicos gratuitos. Quando você envia uma foto para o flickr existe a possibilidade de marcar o seu uso com uma licença Creative Commons. Isso faz com que ela fique livre para uso sem a necessidade de pagar direitos autorais para o autor.

O Creative Commons entrou em contato com o flickr para expressar sua preocupação com a exclusão das fotos marcadas com a licença e agora a empresa se manifestou dizendo que todas as fotos hospedadas no flickr que são marcadas com o Creative Commons não serão excluídas.

Segundo Don MacAskill, co-fundador do Smugmug “as fotos que foram licenciadas pela Creative Commons antes do nosso anúncio são […] seguras. Não excluiremos nada que tenha sido enviado com uma licença CC antes de 1º de novembro de 2018. Mesmo que você tenha mais de 1.000 fotos ou vídeos com uma licença CC. No entanto, se você tiver mais de 1.000 fotos ou vídeos enviados, não poderá fazer upload de fotos adicionais depois de 8 de janeiro de 2019, a menos que faça upgrade para uma conta do Pro. ”

Ou seja, se você enviou fotos Creative Commons sempre e já tem mais de mil fotos publicadas, então suas fotos não serão apagadas, mas você não pode mais usufruir de uma conta gratuita.

Para escapar de todas essas limitações, você pode comprar um Plano PRO pelo valor de US$ 49,90 por ano. Um valor salgado, mas o flickr ainda é, na minha opinião, o serviço mais bacana para compartilhar fotos e utilizar como portfólio. Além do mais, é o único que me permite postar fotos de nu e sensuais sem restrições. Existem outros serviços com propostas parecidas às do flickr, mas todos vão possuir grandes limitações em suas contas gratuitas.

Como o investimento não me atraiu no momento, decidi fazer uma coisa que já estava em meus planos há muitos anos. Eu utilizo o flickr como um tipo de portfólio para os ensaios femininos. E, como a conta já tinha 13 anos, haviam muitas fotos que não estavam mais dentro de meu estilo ou que eram de assuntos diversos (como casamentos e fotos de debutante). Então decidi fazer uma limpa na galeria, e agora só tenho 330 fotos para visualização. Agora o jeito é me preparar para o investimento de uma conta PRO quando chegar a mil fotos novamente.

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