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Sobre

Olá, meu nome é Gilson Lorenti. Nasci aqui, na cidade de Presidente Prudente, no Pontal do Paranapanema. Sou de família humilde. Meu pai e mãe foram funcionários públicos, mas não aqueles de alto cargo. Tenho dois irmãos e sempre levamos uma vida simples.

Quando terminei o ensino médio, há mais de 20 anos, a única opção de fazer faculdade para um jovem pobre era entrar em uma universidade pública. Estudei muito e consegui uma vaga no curso de Geografia na UNESP de Presidente Prudente. Tudo estava nos trilhos, o futuro parecia totalmente planejado, mas as coisas mudam.

Logo no primeiro ano de faculdade tive a oportunidade de fazer uma viagem de estudo na disciplina de Geologia. Uma volta pelo estado do Paraná  no Parque de Vila Velha e uma esticada até o litoral. Nunca tinha visto o mar, então era uma ocasião especial. Nunca tinha utilizado uma câmera fotográfica (e já estava com 18 anos) e nem possuía uma. Consegui uma pequena Yashica com um tio e comprei dois rolos de filme de 36 poses.

Esse pequeno acontecimento mudou minha vida. A fotografia, mesmo que com um contato tão pequeno, entrou em minha vida de forma avassaladora e mudou até o meu futuro. Deste momento em diante tudo em minha vida tinha relação com a fotografia. Estudei muito, economizei muito, e trabalhei para conseguir comprar minha primeira câmera.

Nesses últimos 22 anos muita coisa mudou. A fotografia cresceu mais em minha vida, abracei a vida profissional e, acima de tudo, continuo me divertindo. Dois pontos são bem legais nessa jornada. O primeiro foi em 2008 quando comecei a ministrar cursos de fotografia pelo projeto das Oficinas Culturais do Estado de São Paulo. Foram inúmeros workshops e oficinas em diversas cidades do Estado de São Paulo. Só em 2018 foram 3 oficinas de Ensaio Fotográfico nos municípios de Teodoro Sampaio, Ibirarema e Estrela do Norte.

O segundo ponto foi abraçar o ensaio fotográfico como forma de expressão artística e manter a mente afiada dentro da fotografia. Criar conceitos e contar histórias é a melhor forma de aguçar constantemente a fagulha da criatividade. São três os ensaios que tenho grande orgulho. O primeiro deles, e que não tem tempo de validade, é sobre as estações ferroviárias da Alta Sorocabana. Um trabalho lento e prazeroso de registrar esses locais que foram tão importantes para a economia e desenvolvimento da região e que, atualmente, se encontra abandonado na maior parte dos casos. O segundo ensaio foi o Espírito na Pele, projeto de fotografia de nu feminino com projeções de imagens que venceu as fases municipal e regional do Mapa Cultural Paulista. E, por fim, o Mulheres em Negro e Branco, série de retratos de mulheres negras que foram uma homenagem que nasceu no Dia da Consciência Negra.

Hoje continuo firme nessa jornada de aprimoramento técnico e humano dentro da fotografia, mas nunca esquecendo a diversão.