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FRANCE. Normandy. June 6th, 1944. US troops assault Omaha Beach during the D-Day landings (first assault).

Eu sou um grande fã de Robert Capa. O fotógrafo (cujo nome verdadeiro é Friedmann Endre Ernő) nasceu em Budapeste na Hungria em 22 de outubro de 1913. Se tornou famoso pelas coberturas fotográficas da Guerra Civil Espanhola, da Segunda Guerra Sino-Japonesa, da Segunda Guerra Mundial e da Guerra Arabe-Israelense de 1948. Morreu em 1954 durante a cobertura da Primeira Guerra da Indochina ao pisar em uma mina. Dizem que quando foi encontrado, suas pernas estavam dilaceradas, mas a câmera continuava firme em suas mãos. Considerado um dos grandes fotojornalistas da história, Capa foi um dos co-fundadores da Agência Magnum, juntamente com David SeymourHenri Cartier-Bresson e George Rodger. Embora tenha ficado famoso com a cobertura de Guerras, Robert Capa também possuí uma produção fotográfica voltada para outras áreas do fotojornalismo e até mesmo fotos de arte, mostrando que ele não era apenas corajoso, mas também muito talentoso.

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Você, jovem Padawan, pode não saber, mas a fotografia digital foi inventada, primeiramente, em 1975. Sim, a tecnologia que domina o mundo de produção de imagem atualmente foi desenvolvida nos porões dos laboratórios da Eastman Kodak no ano de 1975. O responsável por tudo isso foi um engenheiro de 24 anos chamado  Steven Sasson. Mas, no início, o que ele conseguiu desenvolver não é nada familiar com o que temos atualmente na fotografia digital.

O equipamento montado por ele pesava nada menos do que 8Kg. Ou seja, um verdadeiro monstro. Ele capturava apenas fotos em preto e branco com a minúscula resolução de 0,01 megapixels. Como não existia uma mídia de armazenamento menor, Steven utilizou-se de uma fita K7 normal para salvar as imagens (quem é jovem não vai saber o que é isso também) e cada foto demorava 23 segundos para ser capturada. A única forma de ver as imagens era conectando o equipamento em uma TV normal para exibição no tubo. Pode parecer tudo muito primitivo. Mas, lembre-se, era 1975 e nada disso existia.

Steven mostrou a sua invenção para diversos executivos da Kodak, mas não conseguiu impressionar ninguém. Eles não acreditaram na possibilidade de a tecnologia cair no gosto das pessoas. Ele deu uma entrevista para o New York Times onde afirmou:

"Eles estavam convencidos de que ninguém jamais gostaria de ver suas fotos em um aparelho de televisão. As impressões estavam conosco há mais de 100 anos, ninguém se queixava de impressões, eles eram muito baratos."

A Kodak, que foi uma das empresas a apostar nas inovações da fotografia e inventar o filme de rolo, dando a oportunidade para qualquer pessoa (fora dos fotógrafos profissionais) poderem fazer suas próprias fotos, era o líder do mercado americano de fotografia e cinema na década de 70. Naquele momentos eles acreditavam que investir em uma nova tecnologia poderia canibalizar seu negócio principal. Infelizmente eles perderam o bonde da história. Empresas de eletrônicos como Sony e Panasonic investiram pesado no digital alguns anos depois e simplesmente dominaram o mercado.

A Kodak só abraçou o digital muito tarde, quando percebeu que o negócio tradicional da empresa iria ser destruído. Infelizmente a decisão foi tomada muito tarde. A Eastman Kodak entrou em bancarrota em 2012, desmembrou e vendeu vários de seus negócios e atualmente tenta sobreviver batendo no saudosismo das pessoas com películas para cinema e filmes fotográficos clássicos. Muito triste para uma empresa que já foi sinônimo de inovação dentro da fotografia.