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The Umbrella Academy na Netflix

Sério, quando essa série chamada The Umbrella Academy apareceu nos destaques da Netflix eu não dei muita atenção. Para falar a verdade, não venho dando muita atenção à maioria das coisas lançadas pela Netflix. Uma enxurrada de séries e filmes produzidos pela casa que não possuem uma qualidade aceitável ou enredos fracos e produções sofríveis. Prefiro continuar assistindo filmes e séries antigas que ainda estão na plataforma. Mas, a curiosidade em relação aos super-heróis da Umbrella foi atiçada ao descobrir que se tratava de uma adaptação de uma história em quadrinhos escrita por Gerard Way (vocalista da banda My Chemical Romance) e desenhada pelo brasileiro Gabriel Bá.

O gibi (sim, ainda chamo assim) do The Umbrella Academy são sagas fechadas. O primeiro arco de histórias foi lançado em 2008 com o nome de Apocalypse Suite. Foram 6 edições e a primeira temporada da série que está na Netflix foi baseada nessa primeira série dos heróis. A história é bem simples. Um belo dia 43 crianças superpoderosas nasceram inexplicavelmente de mulheres aleatórias, desconectadas, que não mostraram sinais de gravidez.  Sir Reginald Hargreeves, um bilionário excêntrico, adota os 7 sobreviventes e passa a treiná-los como super-heróis para deter uma ameaça que vai destruir o planeta.

A espinha dorsal da história é cheia de clichês. Temos a convivência entre adolescentes com poderes, temos viagem no tempo, assassinos super-treinados, a mocinha que se sente deslocada do grupo, professor desalmado e muitas mágoas entre os irmãos adotados. Mas, esse monte de clichês servem para hospedar situações bizarras de uma família totalmente desfuncional e que gerou indivíduos extremamente egoístas e focados apenas em seus problemas. Mas, esse comportamento dos membros é que fornece o caldo principal que torna a história tão bacana.

Após o convívio inicial dos adolescentes poderosos, cada um seguiu seu próprio caminho quando adultos e poucos querem lembrar ou voltar a casa que os criou. Mas, todos são forçados a retornar para o seu lar para o funeral de seu pai adotivo. É nesse momento que um dos membros, volta do futuro com a informação de que o mundo seria destruído em alguns dias. Mas, ninguém sabe o motivo e nem o culpado por tamanha tragédia. E é nesse contexto que a história se desenvolve.

A versão dos quadrinhos é um pouco diferente do que foi mostrado na TV. A série da Netflix tem um pouco menos de loucura e estranheza, mas nada que tire o mérito da produção. O final é bem diferente do primeiro arco de histórias dos quadrinhos que, na ultima edição, mostra um fechamento absoluto para a história, enquanto a série de TV deixa um gancho gigantesco para a próxima temporada. Nada anormal em se falando dessa mídia.

The Umbrella Academy está disponível na Netflix e a primeira temporada é composta de apenas 10 episódio que foram suficientes para mostrar todo o primeiro arco de histórias dos quadrinhos. Eu não conhecia os quadrinhos e a minha experiência como espectador da série foi a mais positiva possível. Gostei muito dos personagens, da história e todas as reviravoltas possíveis. Destaque para todos os atores, mas gostei muito dos papéis de Ellen Page (Vania/Número 7), Tom Hopper (Luther/Número 1) e dos assassinos Mary J. Blige (Cha-Cha) e Cameron Britton (Hazel).

Muito indicado para quem gosta de aventura e ação.

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